Um mundo digital para todos

Por Lica de Souza

A pandemia de Covid-19 acelerou a expansão digital em algo em torno de 10 anos. De uma hora para outra, as empresas necessitaram utilizar o mundo digital em áreas que antes nem imaginavam. Da mesma forma, o oferecimento de produtos e serviços em rede foi essencial para a subsistência de diversos negócios.

Essa aceleração digital criou um novo mundo de interações em diferentes áreas, absolutamente tudo o que precisamos ou desejamos está na web. Mas este universo ainda tem muito a crescer no Brasil. Dos 14,6 milhões de sites brasileiros levantados por uma pesquisa da Big Data Corp em parceria com o Movimento Web Para Todos, apenas 0,74% é acessível. Estamos falando de um mercado de 60 milhões de pessoas. Aqui um parêntese, quando pensar em pessoa com deficiência não pense apenas em alguém usando cadeira de rodas. Inclua as pessoas com visão reduzida, inclua idosos, as pessoas com uma deficiência temporária, as pessoas com dificuldades intelectuais, as pessoas com baixo letramento, os daltônicos. Estamos em um universo que necessita de um ou mais recursos especiais para navegar na internet.

A acessibilidade digital é uma série de recursos que possibilitam a navegação, a compreensão e a interação de qualquer pessoa na web de forma autônoma. Com a acessibilidade digital as pessoas com deficiência podem utilizar, participar e interagir com autonomia em sites e serviços disponíveis na internet.

As adaptações nos sites são possíveis por meio de empresas e consultorias. Para se tornar acessível um site precisa ser navegável por comando de voz, possibilitar a alteração do tamanho das fontes, do cursor, a mudança de cores das fontes, fundo e cabeçalhos, possibilitar ao acesso aos textos por meio de áudios, entre outras possibilidades.

A acessibilidade digital deve ser pensada como o local para onde o mundo, virtual ou real, deve caminhar. Um lugar que acolha e respeite a todos, dentro de suas capacidades, mas com as mesmas igualdades de oportunidades.

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