Eu sou minha prioridade?

Por Bruno Simoni

Com essa reflexão eu inicio minha primeira participação nesse espaço destinado a falar, dentre outros temas, das Relações Humanas e do Bem-estar.

Pois é! Somos muito cobrados e nos cobramos muito sobre a maneira com que nos relacionamos com as outras pessoas e de que maneira estamos contribuindo para o ambiente em que vivemos, independentemente de ser nas organizações, na comunidade ou até na família.

Mas antes de fazer essa análise geral, que tal primeiro avaliar de que maneira estamos nos relacionando com nós mesmos? Como estão nossos diálogos internos? Temos parado para ter essas conversas internas ou estamos fugindo delas?

Talvez estejamos nos ocupando demais para não termos esse momento de diálogo privado.

Gosto de provocar, perguntando: Quais são as vozes que você ouve quando está em silêncio?

Esse momento complexo de pandemia que estamos vivendo – estou escrevendo esse texto em abril de 2021 – certamente nos fez ter vários momentos para nossas conversas privadas, aquelas que vão exatamente nos pontos que precisamos tratar.

Veja que interessante! Pense em uma pessoa que você gosta e comece a listar as características positivas dessa pessoa.

Como flui fácil, né?

Agora sobre você! Escreva sua lista de características positivas!

Fluiu facilmente?

Bem, de acordo com as inúmeras vezes que apliquei essa dinâmica, com os mais diversos grupos e pessoas, a resposta é: “Não! Falar da gente é difícil”. Se autoavaliar não é fácil.”

Carregamos quase uma culpa ou um medo de reconhecer nossas qualidades e forças. Imagine então falar para as outras pessoas. “Será que vão me achar prepotente?”

Mas…Se eu não reconheço minhas forças, quem vai reconhecer?

Como diz uma artista brasileira: “Beijinho no ombro!!”

Vamos lá, fala aí … Eu sou bom ou boa em…

Vai… mais alto!!!!!

EU SOU…

E aí, como se sente?

Precisamos criar esse hábito de nos tratar bem, de reconhecer nossas forças e qualidades. Não estou falando de esconder nossas fraquezas, pelo contrário, reconhecê-las também é uma demonstração de força. Como diz a pesquisadora e escritora americana Brené Brown, “Precisamos ter coragem para ser imperfeitos”(1). No seu TED, O poder da Vulnerabilidade 2, ela nos fala de como passamos a nos tornar mais fortes quando reconhecemos, assumimos e, muitas vezes, nos colocamos em vulnerabilidade. Aceitar nossa vulnerabilidade está diretamente ligado à felicidade.

Costumo dizer que a luz sempre vence a sombra. Então, quando trago minhas sombras, sejam elas meus medos ou fraquezas, para a luz da realidade, da consciência, tudo se torna mais fácil pois, é o primeiro passo para ter o domínio sobre elas.

 

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