Por Lica de Souza
Em 2010 foi criado o prêmio “Access City”, organizado pela Comissão Europeia em conjunto com o Fórum Europeu da Deficiência. O prêmio tem por objetivo ampliar a conscientização sobre deficiência, garantir igualdade de acesso aos cidadãos, e promover iniciativas de acessibilidade em cidades europeias com número de habitantes superior a 50.000.
O vencedor de 2021 foi a cidade de Jönköping, no sul da Suécia, pela introdução de melhorias contínuas nas áreas novas e antigas da cidade, em colaboração com organizações de pessoas com deficiência.
No Brasil a cidade reconhecida por possuir o melhor nível de acessibilidade é Uberlândia, em Minas Gerais. Com pouco mais de 600 mil habitantes a cidade possui rampas de acesso nas principais ruas do centro e dos bairros, 100% da frota de ônibus com elevadores, piso tátil pra orientar deficientes visuais nas calçadas, terminais rodoviários e lojas e prédios públicos. Cada novo projeto de construção só é aprovado se tiver plano de acessibilidade que facilite a vida de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, seja para uma rua, prédio ou loteamento.
Talvez este seja um dos fatores que levaram Uberlândia a ser considerada uma das 20 melhores cidades para se viver no Brasil. Com uma política pública voltada para a melhoria da qualidade de vida de toda a população e fortes investimentos em saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento social e saneamento, com 100% dos domicílios atendidos com água tratada.
Esses fatores podem ser confirmados pelo alto FIB da cidade. FIB, ou Felicidade Interna Bruta, um conceito criado no Butão em 1972 e adotado pela ONU em 2012, alcança incríveis 97% da população em alguns bairros de Uberlândia.
Entre os quesitos que são analisados pelo FIB estão: bem estar humano, bom uso dos recursos da natureza, cuidados familiares e utilização do tempo de forma equilibrada.
E, sem dúvida, a acessibilidade da cidade contribui para o incremento deste índice.



