Por Juliana Costa
Dia desses foi comemorado em nossa sociedade, como em todo ano, o Dia das Mães. Mas para mim dessa vez foi diferente, pois há pouco tempo adquiri esse título, que chegou trazendo grande responsabilidade e infindáveis reflexões.
Me ver mãe tem me feito questionar o que quero ensinar para a minha filha, o que não quero ofertar para ela dentro da minha casa e, entre outras coisas, quais costumes eu pretendo perpetuar em nosso lar.
Pra mim essa última é a demanda mais significativa, afinal, nós vivemos em uma sociedade, e toda sociedade tem suas usanças. Por isso, também, o costume é uma fonte do direito e através dele normas legais são estabelecidas.
Pois bem, toda sociedade tem normas e em nossa casa, com nossa micro sociedade, isto é, com nossa família, os costumes perpetuados também estabelecem certas regras, ou melhor, leis de convivência.
Acontece que nem todas as leis que embasaram a minha criação e a do meu marido precisam ser instituídas cegamente nesse novo lar. Para que haja essa distinção, capaz de organizar o dia a dia em nossa casa com o cuidado que desejamos: Consciência.
Isso porque quando há Consciência, há condição de analisarmos, sem sim e sem não, sem julgamento de valor, mas com a atenção necessária, tudo aquilo que vivemos, a ponto de compreendermos todas as lições que nos foram ensinadas, quer de forma falada ou demonstrada, por nossos pais, nossos pares e todos aqueles com quem trocamos experiências nos caminhos que nos trouxeram até aqui.
É assim, e só assim, que enfim, poderemos definir o que perpetuar, afinal, quando há Consciência tudo pode e tende a melhorar!
Com isso em mente começamos a olhar para nossas experiências passadas e observar o que gostaríamos de manter, ou não.
A tendência
É isso! “Ta tudo bem chorar”, “tem coisas q doem mesmo”, “chateação não dá direito a fazer o mais fácil”, “as vezes nós estamos erradas mesmo” e “tudo passa”! Esperança não vai ser privada de aprender lições básicas como essas só porque ela é um(a) bebê/criança e nós não queremos vê-la frustrada ❤️

Image by Ratna Fitry from Pixabay
Enquanto Seres Humanos, estamos fadados a viver em Sociedade. Não que isso seja um fardo, mas reconhecer este fato importa desmedidamente, afinal, entendendo que estamos sempre em sociedade, isto é, partilhando o viver com outros seres, temos condições de melhor avaliar nossas atitudes.
Isso porque quando não levamos em consideração que o dia a dia de outras pessoas pode ser impactado com as nossas ações, tendemos a pouco nos importar com as consequências do que fazemos. Mas nesse percurso chamado viver todo erro importa.
Para entendermos a importância de desempenhar com maestria nossas tarefas diárias, todo erro importa; para avaliarmos o impacto do que fazemos, todo erro importa; para não mais repetirmos os mesmos padrões errôneos, todo erro importa.
E assim caminha a sociedade, errando e acertando, embora muitas vezes não dê a atenção devida aos seus erros, o que é uma perda de tempo e oportunidades, visto que viver proporciona incontáveis chances de errar, acertar, aprender e repetir.
O que é preciso então para aproveitarmos essas chances e aprender com nossos erros? Nada miraculoso ou distante. “Apenas” a nossa Consciência, e, consequentemente, todo o combo de oportunidades que ela traz consigo, isto é: atenção, razão, compreensão, caridade e além.
Isso porque é da Consciência não perder oportunidades, seja por proporcionar o remorso, após a percepção do erro, ou melhor ainda, por compreensão, após voltarmos nossa atenção à raiz do nosso erro.
“Errar é humano” – você já deve ter ouvido isso. Mas vamos combinar que errar e ponto é muito pouco, afinal, enquanto ainda estamos aceitando nossos erros, seguimos desperdiçando tempo e oportunidades, isto é, desperdiçando chances de fazer mais e melhor por nós e pela sociedade.
Errar até pode ser do humano, mas com Consciência temos condições de fazer com que nossos erros sejam do humano que fomos, não do humano que temos condições e estamos dispostos a ser, seja por nós mesmos ou pela sociedade.
Consciência: bem viver em sociedade passa por aqui.

Consciencióloga, Educadora, Mestra em Psicologia Clínica e de Aconselhamento, Neuropsicóloga, Psicopedagoga, Palestrante Internacional, Pesquisadora da temática Consciência com foco no Desiderato Humano.


